Archive for November, 2008

| November 26th, 2008

a chuva traz a água
pra lavar os erros do passado
e deixar claro
que eles não sairão impunes
é bom se acostumar
é bom se adaptar
a hora vai chegar!

enquanto seguimos nossas vidas
de acordo com as regras
de acordo com o sistema
dinheiro pra comprar o luxo
dinheiro pra comprar o tempo
deixamos passar o que importa
sem notar que o tempo acaba

todos nós
em um fim
será que somos capazes de acreditar?

existem os que acreditam
mas mesmo assim seguem com essa vida
eu não entendo
se é tão certo para eles
por que não mudar?

eu queria ter um pouco mais de certeza
pra quem sabe ter coragem
e fazer com que as coisas fossem diferentes
não só para mim
mas para quem mais conseguisse ver

| November 25th, 2008

meus olhos explodem
o sorriso que eu engoli

eu voltei

| November 25th, 2008
palavreando
eu fui errando
torto ou morto
eu sei que eu lá cheguei
já era tarde
o vento ia
e eu não sabia mais o que era eu

de onde vinha aquela voz
pra onde ia a minha mente
e era ela e era eu e era tudo de mentira
eu sabia que não devia
mas eu queria
como eu queria
então eu fiz
mais uma vez
mais uma vez pra ser a última
até a proxima

e se eu sorrir
não me leve a mal
eu só queria me divertir
e foi bem legal
mas acabou
o dia é outro
e a hora é essa
eu sinto muito
mas eu não
eu não
não tenho pressa
nenhuma
agora
eu faria
eu diria
eu seria
se pudesse
mas sem você
não cabe ser tudo por nada

eu simplesmente deixo e passo e sigo e levo
eu sou meu ser
será?
os olhos já nem consomem mais
eu ignoro as vezes que eu sei das vozes
passa passa passa passa passa
e eu deixo ser e deixo arder
pensem o quanto quiserem
digam o quanto puderem
propaguem esses atos

eu voltei
mais uma vez
eu voltei
sem razão nenhuma
sem motivo aparente
eu voltei
eu não sei fazer diferente
eu só sei persistir
de pé
até que seja preciso cair de novo
eu amo essa merda!

Isso não é nada artístico

| November 24th, 2008

 

 

Depois de um tanto de loucura aplicada na veia os olhos tendem a seguir os olhares, o corpo tende a atrair os olhares, o corpo tende a expressar a ausência. Os sons ficam lentos e nítidos e as vozes perdem sentido perante ao prazer do desligamento absoluto. Eu sei aonde eu fui, eu sei aonde eu fiquei, eu sei aonde você estava, eu sei de todos a minha volta, se os meus olhos parecem adormecidos saiba que os meus ouvidos estão vivos.

| November 13th, 2008
enquanto era tempo
eu pude ver passar
e agora que já foi
não vai mais voltar
eu sempre me repito
eu gosto desse jogo
eu sangro feito louco
enquanto ainda é tempo

perco os limites
ignoro os significados
num vazio que me exige
ser um pouco mais exato
eu preciso me lembrar de coisas demais
e acabo me esquecendo de dizer
solto os olhos em mão nenhuma
e do chão consigo ver toda beleza da queda
consigo me sentir parte
dessa base

eu não sei se falo demais
ou se sinto coisas inventadas
se sei mesmo do que se trata
mas já nem faz diferença
eu só deixo as coisas acontecerem
sem pensar no proximo ponto
ou nas regras restrições e afins
que eu sempre cito depois de quebrar
alguns podem ver como falha
eu vejo como seletividade
e eu não sou nada selecionavel
não se for preciso ser tão perfeito

e quando eu vejo
as coisas estão lá e
eu já esqueci de várias
e tudo fica simples demais
ou pequeno demais de amanhã ou pra hoje
sem sentido ou necessidade
as coisas acontecem enquanto eu passo por elas
o que me tira o sono hoje
amanhã não é mais nada
e quando o dia chegar?
o que eu vou dizer que foi pra sempre?
tudo

todos os minutos perdidos e as horas arrastadas
todas as obrigações e insatisfações
todas as derrotas e fracassos
eu me orgulho de saber que sou tão capaz de suportar o que eu criei
saber lidar com os erros
e em alguns momentos nem sequer necessitar dos acertos
eu sirvo sendo assim?
sim
pelo menos pra mim
mas quem é que julga o ser?
o mundo? Deus? ele? ou seu modo de viver?
eu já nem sei aonde estou

esse transporte das palavras funciona muito bem
eu saio
mas me mantenho aqui
consigo estar em dois lugares?
fico em nenhum de verdade?
e quando menos se imagina

desci as escadas caracol
ela estava sentada na poltrona verde
de frente pra parede
perguntei o que ela estava fazendo ali
ela disse que fui eu quem a deixei entrar
eu sorri
ela também
ela disse que sabia
eu disse que não sei

depois disso tudo é tela, teclado

antes de dormir

| November 13th, 2008

você sabe o que eu não sei?
não.
então agora você sabe uma coisa que eu sei.
o que?
ué, que eu sei que você não sabe o que eu não sei!
ah, to sabendo.

eu quero derrotar tudo o que eu puder perder
eu não sou desse mundo eu não pertenço a você
não cabe a mim não cabe em mim a minha solidão
eu busco dentro eu busco fora eu quero a solução
eu sei gritar eu sei perder eu sei não me cansar
quero matar quero morrer e ir em casa pra almoçar
eu sei que sim eu sou o não eu sou o meu pior
depois de tudo tudo isso tudo aquilo vira pó
o meu sorriso a minha arte a minha divisão
eu sou a luz eu sou o escuro eu sou um coração

eu quero ver quero viver e quero acreditar
eu quero tudo eu quero nada eu quero sufocar
alguém me dê algum motivo preu me entregar
alguém me dê algum sentido preu me entregar
eu quero ser eu quero ter e quero desfrutar
eu quero tudo o que me vendem e que eu possa comprar
quero gritar quero gritar quero gritar quero gritar quero gritar
pra você me ouvir
pra você notar
pra te infrigir
pra te insultar
quero gritar mais alto!